Como a trilogia do ursinho Paddington revolucionou o cinema juvenil
- marcelly moreira
- 19 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
Lançado em 2014, o primeiro filme da trilogia arrecadou US$ 227 milhões e encantou o público com uma narrativa sensível e inovadora. Um urso falante pode não parecer uma ideia original à primeira vista, mas a construção impecável do personagem principal traz uma abordagem única para a clássica história de aprendizado voltada ao público infantil e juvenil.
O primeiro Paddington apresenta personagens simples, fáceis de compreender, e uma narrativa acessível. Seu grande diferencial está na leveza com que é conduzido: não é o tipo de animação que exige explicações complexas ou busca incessante por sentido. Você simplesmente assiste, se envolve e absorve a sensibilidade do protagonista.
Já em 2017, Paddington 2 foi ainda mais longe, arrecadando US$ 290 milhões e atingindo o ápice de um roteiro bem escrito. Considero essa obra uma das melhores animações do ano, competindo talvez apenas com Emoji: O Filme, lançado na mesma época.
Neste segundo filme, Paddington enfrenta desafios ainda maiores, chegando até mesmo a ser preso com criminosos. No entanto, fiel à essência da franquia, o ursinho transforma toda a situação em algo positivo – ou, no caso, em marmelada. Genial, simplesmente genial. Para mim, esse longa reúne tudo o que há de melhor na animação e na sensibilidade cinematográfica, transmitindo valores fundamentais para crianças de forma envolvente e artística. Paddington 2 alcançou a maior nota no Rotten Tomatoes entre os três filmes da trilogia.
Após sete anos de espera, a sequência chegou com Paddington: Uma Aventura na Floresta. O longa tentou inovar ao ambientar sua história na selva, trazendo uma pegada próxima ao universo de Jumanji. Talvez esse tenha sido seu maior erro. A trama gira em torno do desaparecimento da tia de Paddington, uma ursa idosa que supostamente fugiu por questões ambiciosas – um motivo que destoa da essência da personagem. Pela primeira vez na franquia, a falta de lógica no roteiro incomoda.
Outro ponto negativo foi a troca da atriz que interpretava a mãe da família Brown. Após dois filmes, a mudança foi brusca e perceptível para qualquer espectador acima de 5 a 9 anos. Esse tipo de alteração deveria ter sido feita de maneira mais sutil para manter a concentração do público. O fato de o ursinho conhecer sua verdadeira família (de ursos) é a melhor parte do filme. Além disso, o fato de ele também ter escolhido a família Brown é extremamente emocionante.
Apesar disso, a trilogia do ursinho Paddington consolidou-se como uma revolução no cinema juvenil, misturando humor, emoção e mensagens valiosas com uma execução brilhante – pelo menos nos dois primeiros filmes.



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