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Divertido, Dinâmico e Humano: Barbie o filme do ano

  • Foto do escritor: marcelly moreira
    marcelly moreira
  • 26 de jul. de 2023
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de set. de 2023


Barbie começa o filme em seu mundo perfeito e complemente estável, ela e as outras barbies tem o poder inteiro da cidade em suas mãos, algo que parece dar certo para todos presentem que só tinham acesso àquele tipo de realidade. A mesma no meio de uma festa tem um pensamento intruso sobre a morte e a partir daí as coisas ficam cada vez mais confusas, Barbie começa a ter sintomas reais, de pessoas reais e não de uma boneca de plástico. Seus pés vão ao chão e rapidamente ela para de conseguir voar. Num momento de desespero ela encontra a Barbie mais estranha da cidade, que a manda para Miami no Mundo Real. Barbie e Ken, que claramente não foi solicitado, embarcam para essa viagem vão a Miami na intenção de achar a dona da Barbie.


Ken ao pisar no Mundo Real nota que naquele universo os homens simplesmente comandam tudo, somente com 4/6 horas de convívio ele se torna um homem com ambições tendenciosas, mente machista e patriarca. Por não ser contratado, mesmo que seja um homem branco nos EUA, ele volta para a cidade dele para contar aos Kens como o patriarcado funciona na prática.


Ego de Ken


Ken se mostra um homem bom na maior parte do tempo, mas ao descobrir que poderia ser protagonista de sua própria vida se torna o vilão do filme. A mudança de personalidade é brusca e até mesma chocante para o telespectador, ele não é só manipulador como trata a Barbie com certa agressividade ao dizer que a casa que era dela, agora era de controle total dele.


Ele fica entre o seu narcisismo e seu amor não correspondido pela Barbie durante o filme inteiro, e geralmente seu ego ganha a batalha pelo fato da Barbie não amá-lo romanticamente. O filme acaba com ele sendo perdoado por todos seus erros sem muito esforço e isso me incomoda, ele chora por 2 minutos e a Barbie simplesmente o perdoa, e todos os outros homens também. Gostaria que tivesse sido mais trabalhado as consequências de seus atos e como elas repercutiram.


Proposito do filme


O filme não gira só em torno da Barbie salvar a barbielandia ou salvar o Ken de sí mesmo, é sobre reencontrar quem ela quer ser depois de descobrir que pode ser muito mais do que a "Barbie fútil".

É sobre sentir… felicidade, tristeza, medo e tudo que viver traz para os seres humanos. Ela achou que trocar a imortalidade pela instabilidade constante e mortal fosse uma boa ideia, ela se apaixonou por sentir e ser, ser qualquer coisa que não fosse o “produto” e sim o “usuário”.


O feminismo é protagonista do filme muito mais que qualquer ator/atriz, ele carrega uma carga critica o tempo todo. O ponto alto para mim foi quando todos olhavam para eles, mas ele não se sentia ameaçado, se sentia feliz e vangloriado, enquanto ela só sentia medo e culpa de si mesma, uma clara demonstração do que é sofrer assédio. Levou somente 2 dias após a estreia para que os religiosos surtassem pelo conteúdo do filme, tenho para mim que se irritou os crentes é porque simplesmente o filme deu certo. Amo quando eles fazem abaixo assinados e espalham entre si que o filme é "anti-" alguma coisa, que não é para crianças ou que contem apologia a coisas que eles julgam serem erradas ou ruins.

Mas uma coisa eles estão certos, o filme não é para crianças. E não é pelo conteúdo feminista ou “apologia a gênero”, simplesmente pelo fato de não ser, o filme tem piadas e lições que não cabem para crianças, não é proibido que seu filho veja, mas ele provavelmente não vai entender algumas coisas ditas lá.

 
 
 

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