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Who Is Erin Carter? Outro grande erro da Netflix

  • Foto do escritor: marcelly moreira
    marcelly moreira
  • 8 de set. de 2023
  • 2 min de leitura



Series originais da Netflix perderam qualidade há muito tempo e isso não é uma surpresa para ninguém. Para ser honesta, tinha esperança quando acabei o primeiro episódio de que talvez a série tivesse um futuro promissor. Ledo engano, o problema principal são as atuações e o roteiro previsível, das cenas, sejam elas as mais simples até as mais importantes. Eu poderia completar as falas dos personagens de tão simples que eles eram, de tão rasas as coisas que todos ali falavam. As cenas de lutas me mantinham vidrada na história e, ao mesmo tempo, me fazia dar boas risadas. Erin levou pancada em literalmente todo episódio e mesmo assim conseguia arrebentar homens do dobro de seu tamanho, o ápice dessa falta de realidade foi a mesma se medicar com adrenalina, logo após ser baleada e costurada. Chegou a ser patético vê-la levantar e lutar com mais 5 pessoas, e o pior, vencer cada luta de forma heroína.


A história se inicia em um mercado, sem pretensão de ação, você espere uma cena de conversa entre mãe e filha e logo você percebe que o ambiente estava quieto e com pingos de sangue no chão. A mãe entende que tudo se tratava de um assalto agressivo e em algum momento ela entra em confronto com os assaltantes e antes de morrer pelas mãos da mesma ele a reconhece. Só aí você percebe que ela não era quem dizia ser para sua filha e seus amigos. Ao longo dos episódios ela se envolve em várias histórias criminosas que ao menos eram de sua conta. Inicialmente, o melhor amigo do marido dela é um policial que se envolveu com pessoas realmente perigosas e que pede sua ajuda alegando uma troca de favores. Ela aceita por falta de opção e talvez por amor e pena.

Nesse meio tempo ela mente para sua família a cada segundo, mas suas mentiras começam a desmoronar em sua frente, ela some por horas e depois volta para casa como se nada tivesse acontecido. Meu episódio favorito foi o que descobrimos toda sua história, ela era uma policial disfarçada, que entrou para um grupo de criminosos e logo após se envolve numa relação emocional com uma das criminosas e a filha da mesma. Acreditei que se tornaria uma relação romântica com o tempo, mas não aconteceu, a mesma só era uma grande amiga desta companheira de crime dela. Como esperado, ela fica entre a cruz e a espada por ter que trair sua amiga ou trair a polícia. No final a polícia invade o local e mata quase todos eles, deixando vivo somente quem se rendeu. Por instinto a mesma pega a filha da amiga e foge do local. Ela só não sabia que a mãe da menina estava viva e presa. Longe de ser perfeita, “Who is Erin Carter” traz um roteiro razoável e agradável, mas com uma péssima execução.

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